O SGDC - O Satélite Brasileiro!


Mais um satélite no espaço, e ele é brasileiro!

O SGDC - o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas surgiu em 2013 com o propósito de expandir a banda larga em todo o país.
Lançado hoje, da base de Kourou, na Guiana Francesa, o SGDC é enorme e pesa 5,8 toneladas e ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície terrestre, cobrindo todo o nosso território e o Oceano Atlântico com uma capacidade de operação de até 18 anos.
Projeto que envolve a Telebrás e o Ministério da Defesa, tem dois principais objetivos que são o de promover segurança nas telecomunicações das Forças Armada, acabando com a dependência de satélites estrangeiros e o de expandir internet para provedores em localidades remotas. Quem nunca se deparou horrores com aquela situação de falta de sinal né.
As notícias oficiais é que são 50 transponders de banda KA, (Transmitter-responder), dispositivos de comunicação eletrônico complementar de automação e cujo objetivo é receber, amplificar e retransmitir um sinal em uma frequência diferente ou transmitir de uma fonte uma mensagem pré-determinada em resposta à outra pré-definida “de outra fonte”; com 58 GB/s de banda e mais 7 transponders de banda KS, alimentados por 11 kW fornecidos pelos painéis solares.
Um leitor, possivelmente um professor, comentou que por motivo de greve no mês passado, o foguete Ariane 5 da Arianespace, que levará os satélites da Telebrás SGDC e KOREASAT-7 ao espaço, finalmente adquiriu após em modo de espera, condições totalmente seguras para retomar o procedimento de lançamento na base de Kourou na Guiana Francesa.
Bem, finalmente o Brasil poderá adquirir o domínio da tecnologia aeroespacial após a explosão do VLS brasileiro na base de Alcântara em 2003 no qual morreram nove pessoas.
Também é sabido que há cientistas e engenheiros qualificados para isso. O SGDC será operado 100% por brasileiros, também pudera, o projeto custou mais de 2 bilhões para o Brasil, embora o ministro Kassab tenha tentado amenizar a informação do valor, muita gente ficou boquiaberta quando o ministro afirmou que o presidente interino, não quis abrir mão dele.
Claro, digno de aplausos o SGDC, é um equipamento de altíssima qualidade e importância para o país, mas precisamos falar mais dessas coisas para que possamos fiscalizar e entender para quem o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações, vai administrar esse bilionário patrimônio. Por enquanto temos que procurar entender as estratégias dos setores aéreos espaciais da nossa nação ao mesmo tempo em que buscamos mais investimento na Educação.
Queremos mais brasileiros e brasileiras existindo como fontes de inspiração, trabalhos e pesquisas e que elevem nosso patamar nas questões intergalácticas e expedicionárias do futuro.
O brasileiro engenheiro da aeronáutica Marcos Pontes, piloto de testes da Força Aérea Brasileira (F.A.B.), sofreu muito apesar das boas lembranças e a experiência de primeiro brasileiro no espaço. Teve muitas decepções com o programa espacial brasileiro após voltar dos seus dez dias no espaço. Quase vinte anos depois, lembra que entrou para a NASA em 1998 e que contava com o apoio do governo brasileiro, mas que eles não arcaram com os compromisso acordados e lógico a parceria encerrada.
Não podemos permitir que erros como esses aconteçam com os nossos futuros engenheiros aéreos, vejam que Marcos Pontes foi responsável por projetos comerciais, científicos e experimentos educacionais depois de passar pelo momento mais desafiador de sua vida e carreira. Voltou ao planeta Terra enfrentando “demônios do negativismo” e tendo que viver o resto da vida com os efeitos do espaço que resultaram em mais de dez anos de sangramentos, dificuldades em manter o peso e alergias.
E no fritar dos ovos, os brasileiros continuam pagando toda a conta.
Por isso, lutemos por educação e mais investimentos. Não o contrário como está acontecendo nas áreas sociais do Brasil.





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